IV Capítulo – Gala e a Pri

O Gala acabou por acordar quando chegou a Coimbra!

Era algo novo, dormir! E a sensação que teve após hora e meia, foi de alguma surpresa por se sentir mole, contudo lembrou da voz da Tica: “Em Coimbra irás conhecer a Pri!”.

Lá fora soava pelo altifalante, Coimbra B 

Após ver várias pessoas de capa preta a caminhar com malas rolantes atrás, decidiu levantar-se e sair do comboio!

Surgiu-lhe uma vontade imensa de esticar os braços para cima da cabeça dele, mas era tão estranho! E a boca dele abriu-se num bocejo sonoro, levando a todos a virarem-se para ele a olhar admirados com ele.

De seguida, sentiu-se a ficar quente nas bochechas, mas não percebia o que lhe estava acontecer, até que uma menina falou alto: “Oh Mãe, ele está a corar!”

O que era corar? – pensava o Gala – Porque razão estão todos a olhar para mim?

E o seu pensamento fugiu para a Pri! Quem seria? Será que estaria ali? Seria igual a Tica? E onde se iam encontrar?

Eram tantas as perguntas que quando saiu do comboio sentiu uma lufada de ar fresco, e sentiu-me mais desperto!

Começou a caminhar, e foi saindo da estação, passo a passo, mas onde iria encontrar com a Pri? Se ao menos soubesse onde seria o ponto de encontro…

E foi caminhando pela Rua da Figueira da Foz, e caminhando até que chegou a Praça 8 de Maio e ficou a olhar para todos os lados! Qual seria o caminho a seguir?

Atrás ficava a Câmara Municipal e tinha um senhor policia a porta, com uma farda azul, como o Gala gostava do Azul, aproximou-se e perguntou para onde deveria ir para falar com a Pri.

O senhor policia olhou-o espantado, mas encolheu os ombros e olhou para o chão com os olhos cerrados e focados num ponto.

O Gala sentiu naquele momento um desalento, era uma missão impossível, conhecer as Latitunienses!

Passado um pouco, o senhor policia falou apontando para a frente: “A Pri costuma esticar as pernas nos jardins no meio da natureza, mas hoje foi para o Jardim da Manga! Quer dizer no Claustro da Manga!”

O Gala olhou para ele e abriu tanto os olhos, que ficou com uma vontade de abraçar o senhor policia, mas não o fez e acabou por ficar novamente quente nas bochechas, como a menina do comboio dizia, a corar.

E saiu da sua boca: “Grato!” e lá foi ele sorrindo!

 

Quando chegou, ficou abismado com a construção, fazia-lhe lembrar a entrada na casa dos Majestosos, e sentiu um aperto pequenino no coração!

04_Coimbra_Gala

Será que iria conseguir voltar para o seu planeta com a cura do seu povo? E por onde andava a Pri?